Da genialidade disfarçada

1. Tem essa tristeza leve, disfarçada de nem-sei-o-quê, que vem vindo desses dias todos de Separação, de Distanciamento, de Ausência.

2. E tem esses pensamentos sobre lógica, posicionamentos, atitudes, gente-que-vale-a-pena... Humanos, demasiado humanos...segue:

3. Dificil reconhecer a genialidade quando ela se apresenta. Mas um dos sinais dela, pra mim, é a não-linearidade dos pensamentos envolvidos quando a encontramos. Quem a tem, quem a traz consigo, dificilmente coaduna em si tal genialidade com uma simplicidade de pensamentos, métodos, jeitos de viver e de ser na vida.
Dificilmente, eu disse.

4. Quem a tem em si, nao se conforma a ela, nao se encaixa nem enquadra em esquemas simples ou simplificados de análise.
Tenta nao se compor com o óbvio mas simultaneamente se recusa a fazer parte da manada. Disfarça o quanto pode, busca a invisibilidade. Ao menos aparentemente, até aquele determinado momento em que consegue resolver os dilemas que tal genialidade traz sempre consigo, posto que ela nunca vem sozinha.

5. Traz sempre, dom divino, o peso e a responsabilidade da diferença, do extravio do senso-comum, da singularidade. Da difícil unicidade ainda que dentro de padrões mais amplos de "ser" humano.

6. Muito hermético? Talvez. Mas precisava anotar isso, Patinho. Foi pra vc o raciocínio, começando pela constatação da falta-da-genialidade em outros, a partir da comparação de seu comportamento/ações/inações.

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